5 de março de 2009

O CAHL me (nos) faz de Palhaço!

Venho, por meio deste, demonstrar e comprovar minha indignação diante da situação em que se encontra o centro de ensino universitário do qual faço parte, o CAHL – Centro de Artes, Humanidade e Letras da UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – este centro, encontra-se em desordem tamanha, que a menos de um mês fomos convocados para uma assembléia geral que ocorreria na próxima segunda, dia nove de março, para deliberarmos sobre as condições do retorno as aulas, que perpassam por uma série de transtornos devidos à não entrega do prédio oficial, o quarteirão Leite e Alves, pela construtora, debateríamos e depois decidiríamos em conjunto, docentes, discentes e servidores, quando retornaríamos as aulas.

Falando pela maioria de meus amigos com quem discuti o fato, estaríamos dispostos a retornar as aulas imediatamente. Pois bem, qual não foi a minha surpresa, ou melhor, a nossa, ao nos depararmos na data de ontem, quatro de março, com uma informação oficial, postada no referido dia no site da universidade, de que o nosso centro iria adiar o inicio das aulas para o dia 13 de abril. Segundo tal informação, o conselho de centro, órgão deliberativo máximo no que condiz a cada centro da universidade, em comum acordo com o magnífico reitor da nossa instituição decidiu pelo adiamento das aulas, para que já fosse possível retornar no tão esperado Leite e Alves.

Até aí, por mais que já bastassem de motivos para indignação, pelo atraso das aulas, a meu ver não haveria embasamento para uma real manifestação de aversão a tal situação, visto que em assembléia geral anterior, estudantes haviam decidido juntamente à direção retornar as aulas apenas no referido prédio. No entanto, foi convocada, por esta mesma direção, uma nova assembléia através da qual poderíamos rever esta nossa decisão, deste modo, decidiríamos e arcaríamos com nossa decisão, sendo ela nova ou não, porém, no espaço de exatos quinze dias fomos privados do nosso direito à participação em tão deliberação.

Indigno-me, pois por diversos fatores, os que já apresentei e os que me são ou serão apresentados por meus amigos e colegas. Mas, minha principal indignação deve-se ao furto de direito por qual passamos, tento entender o porquê de tal afronta, sim, pois só posso tomar esta decisão como uma afronta à nossa participação. Vejamos, a direção do nosso centro nos convoca para uma assembléia, como eu já disse, e o conselho de centro reúne-se antes de tal assembléia para decidir sobre a mesma coisa, cancelando obviamente a tal assembléia.

Concluo eu que essa ação apenas serve para mostrar quem realmente manda naquele centro, e naquela universidade. Veja bem qual é a afronta, na assembléia geral, se houvesse comparecimento total, e voto universal, seríamos mais de 600 estudantes, 52 docentes e 12 servidores, em reunião de Conselho de Centro, temos apenas uma cadeira, deveriam ser duas, mas graças a problemas na última eleição não empossamos nossos novos representantes, ou seja, além de estarmos em minoria, esta é irregular, com mandato vencido.

Por fim, sugiro a meus caríssimos colegas que tomemos os nossos lugares, botemos nossos narizes esféricos e vermelhos, estampemos um sorriso cínico, e preparemo-nos para o show, pois o espetáculo do Leite Alves continua. Até quando eu não sei, nem ninguém sabe, pois vejam só que engraçado, “o Conselho de Centro decidiu então por aguardar até a entrega parcial do Quarteirão Leite Alves ou a viabilização de um outro espaço”, pois é, esperemos, e veremos tão lamuriosa continuidade de tão trágico espetáculo.

O Jornalista

P.S.: Agradeço o empréstimo do titulo criado pelo meu colega Tiago Sant’Ana, um jornalista de peso, http://www.jornalistadepeso.blogspot.com/

4 comentários:

  1. O Literato diz:
    Ele convoca, ou melhor, sugere, mas quem veste o personagem sou eu! você viram a postagem acima desta né? Óbvio! Sou ou não sou ótimo?

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  2. Não podemos esquecer que nunca somos atores de todas as decisões que movem nossas vidas.Marx estava certo quando disse: "os homens escrevem a história", mas aqui na UFRB os estudantes não são ouvidos em hipótese alguma. é ridículo essa situação, jamais pensei que isso ocorreria numa universidade que se diz: pública e de qualidade.

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  3. pois só posso tomar esta decisão como uma afronta à nossa participação. [2]

    Vamos para o picadeiro, gente! ¬¬'

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Obrigado pelo comentário!